sobretudo,oque é livre?
se for livre ,me habite
sem medo das estalactites deixadas
por essas rondas milenares
no entalhe do meu ser
se é livre
ou quer ser livre
seja belo,seja firme
ou nada seja,então
se for livre medite
deixe ou não deixe
tudo em suas mãos
pois ser livre é mais profundo
é mais imenso
é mais intenso
do que pensam ser
ser livre não é fugir
talvez seja ficar e sentir
pois,quero gritar
cada fala,cada gesto
que em mim ficaram gravados
são apenas recados,para algo que passou
e nada disso volta
se é disso que se faz a história
perdidos em memórias
hemos de ficar
e por toda essa vida
enferma e efêmera
hei de estar livre
onde for o meu lugar
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Onomatopéia
como o estalo dos meus ossos
os pensamentos expostos
soam pela sala
por romper sua prisão
sua cápsula
uma voz os esmaga
quem dera eu
pô-los em pastas
categorizadas,estáticas
mas a mente é ávida
e eles são mais vivos
eles correm pela sala
e eu,pelo convívio
fico no meio
entre o apelo e o sossego
entre a calma e o medo
em minha cama ja não há espaço
para mim,já não há espaço
pois se deito eles me seguem
e eu,sufocada por tantos
em consciência
solto minhas ultimas palavras noturnas
Minha mente tem medo
mas meu coração está livre
os pensamentos expostos
soam pela sala
por romper sua prisão
sua cápsula
uma voz os esmaga
quem dera eu
pô-los em pastas
categorizadas,estáticas
mas a mente é ávida
e eles são mais vivos
eles correm pela sala
e eu,pelo convívio
fico no meio
entre o apelo e o sossego
entre a calma e o medo
em minha cama ja não há espaço
para mim,já não há espaço
pois se deito eles me seguem
e eu,sufocada por tantos
em consciência
solto minhas ultimas palavras noturnas
Minha mente tem medo
mas meu coração está livre
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
o Conselho
Pelas peles entre os dedos
que me impedem de esticar
sigo o meu próprio conselho
de jamais mutar
para que nada mude
para que não seja ainda pior
para que eu não perca a essência
da infância nos meus nós
entre tando medo
sigo meu conselho
em um mundo assim tão só
e ao mesmo tempo mudo tudo
mudo planos
mudo de um jeito tão mudo
para me encaixar no não mudar
que acabarei ficando muda
muda que não canta
muda planta
nesse muda muda
de tanto não mudar
que me impedem de esticar
sigo o meu próprio conselho
de jamais mutar
para que nada mude
para que não seja ainda pior
para que eu não perca a essência
da infância nos meus nós
entre tando medo
sigo meu conselho
em um mundo assim tão só
e ao mesmo tempo mudo tudo
mudo planos
mudo de um jeito tão mudo
para me encaixar no não mudar
que acabarei ficando muda
muda que não canta
muda planta
nesse muda muda
de tanto não mudar
Ode ao meu pesar
O quanto pesa essa moeda
que a escolha ditará?
o quanto pesa o caminho?
o andar é um pesar
Arde no teu rosto
o frio exposto
do que deu errado
arte do teu gosto
a mágoa guardas do teu lado
Tentei me encaixar no lugar da mágoa
ela me convenceu a ir
então te falo
foi com um pesar,não estou a rir
Mas inda que pese esta chaga
gosto da voz da tua partida
mais do que gostei da chegada
e por toda a odisseia dos nossos espíritos
(que junto estiveram)
sinto um temor ,quase séssil
de outra chegada e outra partida
amiúde em minha vida
é como ela vem regida
que a escolha ditará?
o quanto pesa o caminho?
o andar é um pesar
Arde no teu rosto
o frio exposto
do que deu errado
arte do teu gosto
a mágoa guardas do teu lado
Tentei me encaixar no lugar da mágoa
ela me convenceu a ir
então te falo
foi com um pesar,não estou a rir
Mas inda que pese esta chaga
gosto da voz da tua partida
mais do que gostei da chegada
e por toda a odisseia dos nossos espíritos
(que junto estiveram)
sinto um temor ,quase séssil
de outra chegada e outra partida
amiúde em minha vida
é como ela vem regida
A pavimentação do ser
Pensei em atirar-me,
Joguei-me
Mas apesar de machucar-me
Apoiei-me nesse chão pútrido
Tão espezinhado, pisado quanto eu
Nesse chão que é o mesmo a me amparar
Sustentar-me e segurar-me
É lógico que – com toda minha mania
Eu, impura, não seria apoiada
Por algo virgem
Chão – podre
Estuprado
Amassado
Torpe
Violado
Ah! Esparramo-me nele
Então, para ele, perco todo meu calor
Tomo dimensões não mais medidas
Através de bustos
Glúteos, altura
Ou qualquer outra fração que vier desse corpo
Inerme às traças e ao tempo
Faço-me, então, assoalho
Sou área
Metros quadrados
Sou maior
Eu, calcada
Torpe
Violada
Pronta para amparar qualquer queda
Absorver qualquer calor
Fingir que já não sinto
Qualquer tipo de dor
Por fim, reduzo-me
Ou me expando
A um tão extenso ou curto
Devaneio
A balança virou pó, tornou-se o verdadeiro ar
A cal pútrida já
não me cobria mais
E da brecha feita
por uma revolução
Em meu peito
A cal fez-se pó
Eu me fiz vento
E em uma rajada,
transformei-me
E como não mudo só,
Tudo, tudo em minha
volta
Também fez-se pó
- E que me venham
as sensações
E outros ares,
feito eu!
E percebi, em meio
a minha própria reconstrução
Que dentre todos
esses tempos
Nunca me fiz tão
bem
A alegria fez-se
infinita
O infinito não foi,
então, suficiente
Juntei-me ao
infinito de alguém
O Erro
Errei
Desculpe,errei
Por acreditar que errar não era erro
por crer que era inerente
a nós,humanos
eu,insano
concordei com o meu erro
E assim tirei
a auréola que postes em mim
errei eu,pelo erro?
ou tu erraste por crer que não erro?
mas vês,sou pele e carne
sou palpável e apalpável
e,segredo,mas gosto do meu erro
gosto de ser eu,erro
tão eu erro
que eurro
Desculpe,errei
Por acreditar que errar não era erro
por crer que era inerente
a nós,humanos
eu,insano
concordei com o meu erro
E assim tirei
a auréola que postes em mim
errei eu,pelo erro?
ou tu erraste por crer que não erro?
mas vês,sou pele e carne
sou palpável e apalpável
e,segredo,mas gosto do meu erro
gosto de ser eu,erro
tão eu erro
que eurro
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