A cal pútrida já
não me cobria mais
E da brecha feita
por uma revolução
Em meu peito
A cal fez-se pó
Eu me fiz vento
E em uma rajada,
transformei-me
E como não mudo só,
Tudo, tudo em minha
volta
Também fez-se pó
- E que me venham
as sensações
E outros ares,
feito eu!
E percebi, em meio
a minha própria reconstrução
Que dentre todos
esses tempos
Nunca me fiz tão
bem
A alegria fez-se
infinita
O infinito não foi,
então, suficiente
Juntei-me ao
infinito de alguém
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